Saturday, February 21, 2015

Sexo






Sexo, sexo, quanto mistério, quanta fantasia, quanto barulho... Não, não é tanto barulho por nada, mas tanto barulho por algo absolutamente natural, normal, comum... Nos alimentamos todos os dias, nem por isso fazemos alarde disso – não consideremos as fotos publicadas na mídia social, combinado? – fazemos? Tomamos banho, bebemos água, trabalhamos, saímos com amigos, algumas  vezes com a família. São tantas ações praticadas todos os dias – algumas repetitivas, outras nem tanto –por que o sexo é tão... tão.. sei lá, cheio de tabus, conversa mole e atrai o, na maioria das vezes, o pior de nós?

Sexo é beleza pura, é como alimentar o corpo quando está com fome, um tipo diferente de fome. Sexo é algum tipo de escape de energia, de elevação de corpos, de exercício e expressão de sentimentos – não necessariamente amor – intensamente captados pelos recessos de nosso corpo, Sexo atrai a exploração de locais que no dia a dia passam desapercebidos, levam-no a testar sabores que apesar de não totalmente novos, são surpreendentes. Sexo é sexo. Nem prosa, nem poesia, apenas ato. Pode ser encenação, protesto, compensação ou apenas sexo.

Sinceramente, acredito que em algum ponto, quando a humanidade ia construindo maiores cidades, quando a mulher era necessária na lavoura e no cuidado com os animais domésticos, foi nesse momento que os ‘tabus’ sobre sexo começaram a ser criados. Logo veio a tal de religião e complicou tudo na cabeça das pessoas. Transformando seres humanos do sexo feminino em verdadeiras tentações maléficas para os angélicos e estóicos seres humanos do sexo masculino. No começo a juventude era a questão – os deusas a invejavam e cobravam em sacrifícios – depois, para não se perder a força do guerreiro, foi a virgindade requisitada. Continuou e continuou assim, em alguns lugares, poucos, a coisa foi amortecendo, o sexo foi ficando comum ato e não ato incomum, proibido. Em outros, no entanto, continua a ser arma – de punição, de controle, de morte – em mãos não imaculadas, em mentes distorcidas, em pregações distorcidas e horrendas.

Sexo... ah! Sexo... Nada melhor pela manhã, quando a mente parece trazer parte dos delírios da noite, ou pela tarde quando o corpo está preguiçoso e o ar lá fora quente e melado, nas noites ele é o perfeito exercício para garantir um sono relaxado, tranquilo... Sexo., não vivo sem, mas também não vivo para ele, da mesma forma que não vivo para comer, ou beber... Vida é a combinação de tudo isso e muito mais...

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