Tuesday, February 17, 2015

Para não dizer que não falei de 50 tons de Gray (Cinza)



Gosto de ler, mais que isso, sou absolutamente viciada em livros. Leio qualquer tipo de impressão: literatura, técnicos, biografias, enfim, se o livro é bem escrito e toca em algum lugar de meu cérebro, eu leio. Este último mês foi a vez da matemática, consumi quatro livros sobre o assunto e ainda procuro outros. 

No fim de semana que passou, decidi dar um descanso a mente, deixei o novo livro de matemática esperando na mesa de cabeceira e parti para ler algo no iPad. Precisava de algo leve, na verdade, o lançamento do filem 50 tons de Gray – imagino que é assim que ele deveria ser nomeado no Brasil – me fez pensar que, reler os TREs volumes da série poderia elucidar o fato sucesso do livro. Lera, algum critico de algum jornal britânico – possivelmente o The Guardian – que o livro, apesar de ter criticas ferozes dos especialistas em literatura, - havia conquistado o gosto das pessoas por sua simplicidade  -  o bem contral o mal, o puro contra o impuro – e claro, as pretensas cenas de sexo – nada muito diferente do que se vê em outro tipo de filme por aí – mesmo que se tenha criado tanto movimento sobre o livro – lembro da gerente que me atende no Banco Lloyds dizer que lia o livro escondido por vergonha – e agora sobre o filme.

Sentei no Sábado pela manhã e comecei a ler o primeiro livro e segui pelo domingo até hoje – teça-feira – quando terminei o último dos três livros. Fiz algumas observações sobre minha leitura, desta vez li com mais cuidado para tentar captar as entrelinhas – embora elas fosse tênues e óbvias – fui caminhando e percebendo, por exemplo que, o livro continha muito dos maneirismos e preferências britânicas – uma deles sempre me faz rir, o britânico é absolutamente louco por Prosecco  - entre o chá, certo formalismo nos relacionamentos e acima de tudo, certa idealização – para não dizer estereotipação - do povo norte-americano. Observei, página apos página, a repetição de frases falando da pele ou dos lábios – sempre a mesma frase, num tio de copiar e colar – ou a palavra ‘hush’ – li os livros em inglês-  que aprece em excesso no livro – eu também, como escritora tenho meus excesso, sou ciente disso – mas, o que me deixou mais impressionada foi a semelhança entre a trilogia Twilight e o 50 tons – não consegue visualizar?

Estava terminando o segundo volumo quando me bateu a sensação de que lera algum livro muito parecido em seu enredo, lembrei dos vampiros – culturalmente, sempre associamos vampiros a luxuria e sexo – da jovem estranha, tímida e o rapaz – Edward – que a protegia, mas ao mesmo tempo representava perigo a ela. Enfim, fui traçando um paralelo entre Bella e Ana, Edward e Gray, e suas famílias – a dela partida em dois (pais separados ou falecidos) a dele sempre o apoiando (ambos são adotados). Os dois livros, para quem lê com atenção possuem a mesma mensagem e o mesmo enredo de perigos, até o amigo da mocinha que se apaixona por ela está lá. De certa forma, 50 tons é um tipo de Twilight para adultos.

Ambos trilogias são rasas, pecam por não se aprofundarem nos personagens, não trazerem dilemas. EM minha opinião, Twilight ganha pela fantasia, enquanto 50 ton pretende ser realista. Dizem que o filme é melhor, acredito que sim, sexo nas telas sempre parece melhor para quem não tem imaginação. ;)

No comments:

Post a Comment