Friday, February 1, 2013

Roma




Ele estava sentado em seu sofá, pensava em muitas coisas e nada ao mesmo tempo. Ele sorriu, como podia ser, tudo e nada… Ele usava o iPad, dali bisbilhotava o mundo, sim, ele bisbilhotava e provocava… Era divertido… também era uma forma de se esconder...

Existiam reentrâncias nele, aquele tipo de dobra que poucos percebiam, elas tinham sido feitas nos poucos anos de vida que tinha. Sim, ele era jovem, jovem e cheio de vida, jovem e cheio de necessidades, jovem e sozinho... Bem, nem tanto...

Rir de tudo, principalmente de si mesmo, havia sido a forma de se manter são. Ele, um homem com um destino, ou o destino de um homem? Quem saberia?

Ele olhou para o retrato dos filhos e pensou: “que eles sejam mais livres, mais soltos, menos infelizes... não, que eles vivam... isso sim é o que importa...”

Ele olha ao retrato das mulheres em sua tela, uma e depois outra, ele tem um jeito especial de consegui-los... Charme, bom humor e uma pitada de confiança... Ele despertava confiança nelas... Ele procura algo, tenta não admitir isso, e quando o faz diz que o que procura é um corpo quente para momentos tórridos de sexo... Como ele diz: “flores, jantar, cinema e cama...”

Ela estava ali, logo a mão, um tipo engraçado, mistura de lascividade e ingenuidade, ele amava provocá-la e ver até onde iria... Ele amava provocar todas e seguir até onde os limites delas deixavam...

Naquela tarde, enquanto os meninos estavam na escola, ele pensou nela... parece que ela também pensava nele, pois de repente uma mensagem surgiu no Whatsapp.... Ele leu e sorriu... ela iria esperar um pouco...

Uma hora depois eles começam a conversar, ele com as provocações de sempre, ela desviando de um lado para outro, bem, não desta vez... Ela estava com vontade de brincar... brincar de sentir, de provocar, aquele desejo primal de mulher de ver o macho resfolegando, gemendo, saciado...

Ela abriu a blusa, desabotoou a calça... e começou a conversa... Ela descrevia os caminhos, os sentidos, os gostos... ele tentava brincar, como se aquilo não tivesse efeito nele... Ela envia uma foto, ele já havia enviado uma, mas para ela a foto não é tão importante quanto para ele... Decepção? Estaria ele decepcionado? Não importa, ela quer continuar, mesmo com ele em silêncio...

Ela tira a roupa dele, peça por peça, usa a língua para tocá-lo, para sentir o sabor daquele homem-menino, ela sabe que ele consegue imaginar o que ela fala... Ela sabe que ele, como todo homem, pode resistir se quiser, mas ela não quer que ele resista e insiste... No meio da tarde, em duas cidades diferentes, a mulher solitária e presa numa gaiola, faz amor poderoso com o homem livre e sentido...

No fim, ele fecha a porta, ela arruma a roupa e cada um sai para pegar seus filhos na escola...

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