Thursday, July 12, 2012

Nostalgia




















Na janela a sombra de ontem.
Esquecida na vida, lembrada depois.
Sombra esmaecida de uma felicidade
Fugidia lembrança de uma possibilidade.
Na janela o vulto escuso da saudade.
Imersa em sonhos, preceitos e desejos.
Não como companhia, nem como martírio
Apenas saudade do que poderia.
Invade a dor que pulsa, compulsiva
Insalubre e imunda.
Dor de flor e espinho,
De pesar e felicidade.
Nada como ser sozinho
Para ver na janela,
No meio da tarde,
A vida passando,
A dor crescendo
E sendo ou desejando ser
Livre novamente.
Os sonhos periféricos,
De amores impossíveis,
De sentimentos infrutíferos,
Mentiras coloridas e doces.
No fim do dia, na mesma janela
Um tal de pensamento sombrio
Desesperançado e tolo.
Deita na cama dura da realidade
E não sonha, apenas se perde,
Numa escuridão imensa,
Densa, confessa de saudade.

1 comment:

  1. Tem momento na vida da gente em que tudo escurece e parece não ter um fim...
    Mas aí vem o outro dia, o sol nasce e algo sempre acontece que nos trás de
    volta a esperança... Levantamos da "cama dura da realidade" e nos acomodamos
    novamente na poltrona macia da ilusão!!!

    Beijos

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