Thursday, July 12, 2012

Nada mais importa



Chega uma hora em que nada mais importa. As flores murcharam, o coração foi substituído por nada. As lágrimas tem gosto de vazio. Então você percebe que nada mais importa.

Não importa se o rio corre, se o mar se agita, o Sol nasce. Não importa mais se o deserto está verde e a floresta morre. Não importa, lembre, nada mais importa.

Nesse momento de completa falta de importância, você deve saber que também não importa ir ou ficar, sorrir ou chorar. Nada mais importa.

Não existem mais pontes, nem crianças felizes, nada de boas ações, felicidade simples, apenas, nada mais importa.

As portas estão fechadas, O sangue corrompido pela doença e novamente, nada mais importa.

O passado que deveria ter sido, não importa. O presente sem sentido, não importa. O futuro agonizante, não importa. Nada mais importa.

Amor, tolice ingênua de alguns, também não importa. Enganos da mente, falsidade que chamamos de sentimento, nada mais importa.

Correr solitário em busca do esquecimento, sequer isso importa.

Os caminhos estão vazios. Eu despido de tudo que tive, que era, que esperava. Nada mais importa.

Clamo pela falta de importância de tudo, até o olhar da menina de cabelo loiro e olhos azuis perdeu o significado. Ele também é vago, impessoal, fugidio e ordinário. Apenas mais um, que também não importa.

E a porta que parecia aberta ao recomeço, sangrou fechou morreu. E agora, nada mais importa.

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