Tuesday, October 11, 2011

Conversa



Como existem pessoas doentes nesse mundo. Não com doenças físicas ou psicológicas, mas doentes na alma. E essa doença os toma de tal forma, que cega, corrompe, destrói. São pessoas cuja maturidade emocional se perdeu, que não sabem lidar com sentimentos, sejam seus ou dos outros e, perdidas entre a ficção e a realidade, não conseguem discernir uma da outra.

Escrevi um post chamado “Perdedor” e outro “Sem valor”. Eles tentam mostrar, como algumas vezes, fazemos escolhas que nos levam a um caminho errado ou beco sem saída. Nossas atitudes são as únicas responsáveis por nossa felicidade ou infelicidade, sucesso ou fracasso.

Após, publicar os dois, recebi comentários indelicados, de alguém óbviamente com problemas entre separar o escritor, da pessoa. O autor, da mulher. A indelicadeza foi de tal forma que minha amiga Rafaella regiu indignada, outra amiga, Claire ficou chocada com a forma como tal pessoa destilou sua frustração, inconformismo e veneno como comentário de meus textos.

Infelizmente, mesmo que Claire tenha tentado me poupar deles, eu os recebi por e-mail e acabei rindo. Sim, rindo. Ao mesmo temo, decidi escrever este post para alertar aqueles que deparam com o incomum, desconhecido, que não julgue, condene e sentencie ninguém. Você não tem esse direito.

O primeiro comentário, no post “Perdedor” foi: “Pode ser que o raparigo de 26 se escondeu detras da excusa de ser perdedor para fugir de uma velhona chata e absorvente.”

Seria essa velhona chata e absorvente eu? E se fosse, o que importa a essa pessoa. Ela não criticou a literatura, aliás sequer a entendeu como tal. Ela resolveu que o personagem era eu e ponto.
O outro comentário, no post “Sem Valor” foi: “Casamentos de anos acabam, com filhos, depois de sacrificios, de lutas ganhas e muitas outras perdidas...um ano não é nada, seis meses menos ainda. Ele usou e aproveitou você e quando você decidiu entrar definitivamente na vida dele, ele recuou, pois nenhum menino de 26 com sede do mundo vai levar nas costas uma mulher tão sofrida, amargurada e inconformada com tudo assim, como voce é.
O seu sofrimento não justifica as suas atitudes, e não se magoe pelas verdades ditas na sua cara.

E foi ai que percebi duas coisas: essa pessoa me confidiu com meus personagens e pensa que me conhece. É um homem. E ai o sentimento que veio foi pena, misturada com nojo.

Como um homem adulto, inteligente, bonito pode se esconder atrás de um pseudônimo para magoae alguém. Só se ele estiver muito infeliz consigo mesmo, inseguro e for covarde.

O anonimato, a falsidade, é a maior arma dos covardes, incompletos e infelizes. A inveja da felicidade e realização de outro os incomoda tanto, que preferem culpar tudo pelo seu próprio fracasso pessoal.

Esse homem, não me conhece tão bem quanto ele pensa, a mulher amargurada, sofrida e inconformada que ele vislumbrou em meus textos, existiu um dia, hoje não existe mais. Ela aparece em meus textos apenas porque os sentimentos que preciso para escrever algumas vezes estão em suas mãos, no passado.

Sou como esponja, absorvo tudo que me cerca. Sentimento das pessoas, situações e as transfiro para mim. Assim, posso escrever com maior liberdade, veracidade, pois estou a sentir, como que dentro das folhas nas quais coloco, não apenas letras formando palavras e sentenças, mas alma e corpo que passam a ser os meus enquanto a escrita dura.

Assim, caro amigo M Aparecida, ou seria cara amiga. Continue com sua vida, perdida em sonhos que nunca conseguirá realizar, pois perde mais tempo tentando destruir do que construir. Fuja da realidade de seus erros, para o sonho do erro dos outros. Se esconda em sua crueldade, destilando um veneno que só a matará lentamente. Enquanto isso, meus personagens vão crescendo, aprendendo, amando, perdendo, ganhando, sofrendo, mas antes de mais nada vivendo, algo que você esqueceu há muito.

1 comment:

  1. Perfeito o texto!!!!!!

    E depois de ler este post, consegui ver com muito mais clareza como o comentário foi ridículo!!! E pensar que alguém tentou te atingir assim é no mínimo frustrante.

    E quanto à confusão autor/personagem, isso é bem comum. Uma boa dose de dedicação literária deve ajudar bastante a leitora. Fica a dica.

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