Monday, September 5, 2011

Insensatez



Insensato. Tanta insensatez no sentimento, algo que não faz sentido para minha lógica, mas faz todo o sentido para o sentir. E fico nessa espécie de discussão filosófica entre racional e emocional. Um diz que é tolice, representa o desejo de posse, controle. O outro? Ah! O outro simplesmente sente. E se contorce e tenta me invadir.

Ciúme. SInto ciúme de você. Do sorriso que distribuí com facilidade a todos. Das palavras de elogio e afago que dá. Ciúme da atenção que dispensa às mulheres que o cercam. Ciúme do tempo que não está comigo.

Ao mesmo tempo fico fascinada com sua dança. SIm, dança, quase valsa, que acontece entre você e as mulheres a sua volta. Não importa a idade. Desde uma menininha até uma senhora com idade e experiência suficiente para ser bisavó. Todas ficam cativadas com seu falar, sorriso e olhar.

Imagine como o ciume trabalha então. Uma serpente que se infiltra e provoca a quase parada de meu coração. Traz lágrimas aos olhos e um sentimento de perda a alma. A tristeza chega então, e me encolho no canto só observando você.

De repente você me olha. Olhar questionador. “O que?” É o que diz. E eu só para não magoar digo que não é nada e abro o melhor sorriso. No entanto você me conhece, sabe que tem algo errado e se aproxima. Aperta meu ombro. Sorri e segura minha mão. Pronto. Me sinto melhor. A vida volta e o sorriso agora é real.

Muitas vezes é difícil recuperar o controle. Principalmente quando não estou com você.  Aí é a imaginação que toma conta e cria coisas que nem consigo dizer. E choro, sozinha em casa, imaginando que você não vai voltar.

No entanto sou pessoa forte. Me recupero e o recebo de volta com sorriso, carinho e tudo que tenho a oferecer. Amor, amor límpido, forte e sem o tal ciume a macular. Me entrego totalmente, imaginando em alguns instante que se pudesse, tivesse o poder, mergulharia em você para nunca mais voltar.

E fazemos amor. Um amor violento, pois o desejo e a saudade criaram um anseio que não pode ser contido. Somos o mesclar de insanidade e conhecimento. Nosso amor se faz de diversas formas, todas nos transportam ao infinito.

E depois. Calmos você diz: “Me ama?” E eu digo: “SIm” Você sorri e continua: “De vez em quando?” Eu sorrio e retruco: “Não o tempo todo.” E começo , não sei como, a falar do ciúme que sinto, de como isso me transtorna, pois sei que de nada vale. Ciume é perigoso, pois  macula e contamina o amor. Você ouve, sorrindo, com os olhos brilhantes. Diz: “Tanto assim?” Eu, meio envergonhada, digo: “SIm, estúpido não? Mas vejo o efeito que você tem nas mulheres. Você não vê?"

E um segundo de silencio se impõe. Você se aproxima, beija meus lábios e fala: ”Eu não quero ver, pois tenho você.”

E assim, nossa conversa termina. Com um beijo seu  e as palavras que sempre me fazem tremer: “Amo você, muito mais do que pensa.”

7 comments:

  1. Lindo texto. Ter ciúme é salultar. Até o beijo selar de vez a confiança. Meus parabéns. Um abraço Heleny.

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  2. Eu também amo tudo que escreves.
    Parabéns!
    Théo Iemma

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  3. COISA MAIS LIDA HELENY. É PRECISO TER SENSIBILIDADE E SER CIUMENTO(a), PARA ENTENDER ISTO. UM GRANDE ABRAÇO! RECOMENDO O TEXTO.

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  4. Acho que todo mundo sente um pouco de ciúmes :) é natural e com o tempo a gente controla um pouco mais isto, mas difícil dizer que não se snete isto ahahah acho quase impossível noe stágio que estamos ainda.... beijos amei o texto lindo!!!

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  5. lindo o texto , vc eescreve com a alma e coraçao seus textos sao exemplos dda cortesia e magia que a vida nos oferece sempre pra degustarmos parabens grande mulher

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  6. Gostei demais das palavras, do texto, sentido e posto que deve ser realizado a cada dia e sempre, essa reciclagem de sí mesmo, seja em caráter unitário ou não, parabéns.


    ps: A estou seguindo.

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  7. Que lindo!!

    Vale até a pena entrar na dança dessa insensatez toda...

    Como sempre, palavras ritmadas e perfeitas!

    Beijos, querida!

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