Sunday, December 5, 2010

Vamos, me dê 5 minutos!



Me empreste cinco minutos de seu tempo. Não será mais que isso que levará para ler este texto. Serão cinco minutos importantes para mim, os quais você poderá esquecer depois, ou não. Eles podem lhe tocar de alguma forma, em algum lugar que você nem sabia que existia. Então, me empreste esse tempo, melhor, me dê, e se não for por mim o faça por você. Dê-se esses cinco minutos de repouso ao corpo, tempo para relaxar aqui na frente do computador. Um pequeno tempo para ouvir a voz de outra pessoa e deixar seus pensamentos fluirem. Depois, me esqueça ou me coloque em sua vida, mas me dê essa oportunidade.

Estou aqui para contar sobre as pessoas. Sim, seres como você que habitam este mesmo espaço e fazem as mesmas coisas. Levantam pela manhã, alimentam-se, trabalham, sorriem e choram, cuidam dos seus ou caminham sós. Pessoas que nasceram, creceram e seguem para algum lugar.

Primeiro peço silenciosamente que pense em quantos seres humanos conhece. Sinta-os perto ou longe de você, conforme o gosto que tem por sua presença. Imagine-os com aquilo que têm de melhor, sua mente. Visualize-os  e responda, não a mim, mas a si mesmo:  quão somos diferentes?

O amigo querido por quem você tem grande amor e respeito. Os familiares que aprendemos a amar, ou pelo menos a respeitar. Os colegas do trabalho. Vizinhos. Lembremos de tudo isso. Olhemos com olhares desprovidos de um pré-jugalmento, simplesmente olhemos.

E agora imagine que em diversos lugares do mundo existem pessoas assim como eles e você. Pessoas tão diferentes e tão semelhantes. Umas azuis como o mar, outras negras como a noite. Olhos que perscrutam o mesmo Universo, almas que enfrentam os mesmos desafios. E assim você segue sempre a olhar para algum lugar desconhecido. Que não são seus semelhantes, um buraco no fundo de quem você é, que preencheu com preconceito, medos e incompreensão.

Veja bem. Eles estao espalhados por todos os lugares. Seres como você: duas pernas, dois braços, olhos, boca ouvidos. Pele que cobre um corpo frágil e forte ao mesmo tempo. Olhe, deixe de lado idéias que lhe ofereceram e você aceitou. Esqueça do que vê na revista ou na tv. Não são todos belos? Beleza dada pela humanidade que possuem?

Não, não procure desculpas. Esqueça de seus olhos e veja com o resto. Amplie sua sensiilidade para além, permita-se contestar tudo que lhe foi ensinado sobre nós e aprenda por você mesmo que nossas pequenas diferenças são apenas temperos. Vamos, crie corgem para admitir que mesmo que não pareça, todos somos os mesmos. Mesma espécie, mesmo desejar sonhar, querer. Não procure o que não é igual encontre as semelhanças. São tantas, quase infinitas.

Temos nos escondido atrás de nossas diferenças. Procurando justificar nossos medos com aquilo que não compreendemos, mas rapidamente etiquetamos e desprezamos. Ignorância sempre foi uma caracteristiica da espécie, e foi exatamente o desejo de superá-la que nos trouxe aqui.

Lembre novamente. Lembre de seus amigos, parentes, colegas. Visualize um indiano, africano, norte-americano, europeu. Veja com os olhos da mente e do conhecimento, mesmo que seja pequeno, que tem sobre a Humanidade. Onde se encontra a difererença? Onde está escrito, marcado, que alguns são superiores a outros? O que nos dá dieito de julgarmos este ou aquele, se muitas vezes não conseguimos compreender a nós mesmos.

Não. Não me venha com idiomas, cultura, religião. Sequer ouse falar em sistema econômico ou politico. Estou falando dos individuos que habitam este planeta. Falando da criança que acaba de nascer no Nepal, ou do hemem que acaba de morrer no Brasil. Falo de gente, simples como nós, complexas, gente que vive e sobrevive.

Falo de você, de mim e de todos aqueles que não conheco, mas que da mesma forma que eu merecem oportunidades. Gosto muito dessa palavra, oportunidade. E se cada um proporcionar oportunidade a outro, logo, logo, muitos mais poderão porporcioná-la também.

Nos eduquemos para que nossa espécie evolua. Evolua para algo mais compreensivo, mais tolerante, menos ignorante. Me de sua mão, toque-me, veja como sou quente e caloroso. Sinta meu hálito perto de você. Ouça minha voz, que pode embalar seu sono e contar seus sonhos. Acredite em você, como eu acredito. Acredite em mim também, e nela, nele.

Solte o que há de melhor em você, transforme-se cada vez mais na perfeição em que foi criado, se transforme em você.

1 comment:

  1. Querida Heleny,

    Muito sedutor esse convite que você nos faz! Saiba que o aceito de imediato e suas palavras representam muito do que tenho buscado viver!

    Parabéns pela linda composição!

    Beijos pra você!

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