Tuesday, August 24, 2010

Por que eu?


Por que você faz assim? O que deseperto em você que o deixa sem freios, direto, reto, de pé? Por que eu? São tantas em seu caminho... De todas as formas e cores, perfumes e dores. Por que eu?

Começou suave, tipo vem aqui. Sente a meu lado, vamos conversar. De repente virou fogo. Provocação. Emoção. Instinto básico. Tesão. Foi curioso observar. Delicioso tentar entender.

Inteligência pura. Rapidez. Foi instigante acompanhá-lo. A cada palavra, cada desafio, mais mergulhava em um poço de desejos e descobertas. Era difícil, as vezes, passava e traspassava a alma, mas era muito divertido estar ali.

Você me trancou em uma sala, desafiou-me e tentou me decifrar,  foi empolgante a questão. Melhor ainda, por perceber os acessos e retrocessos. As dúvidas, indagações. Duas mentes, procurando estímulo. Dois instintos procurando satisfação.

Ora você, ora eu caíamos na armadlha. Revelando pouco a pouco o que tinha debaixo do pano, atrás da máscara, escondido sob uma pretensa polidez. Havia cumplicidade de idéias e ideais,  liberdade de ser e estar, curiosidade e desejos a saciar. Palavras que não eram doces, não eram carícias e sim puro instinto, animal. Algumas vezes grosseiras e vulgares, mas agradavelmente verdadeiras.

E eu sempre a perguntar: por que eu?

Seria por ser eu livre? Ou tavez uma imagem e não real? Provavelmente frente a frente, tanto você quanto eu reassumiríamos a postura formal. Deixando os códigos e as regras prevalecerem. Mas ali, naquela sala fechada, presos entre paredes imaginárias, eu era eu e você podia me aceitar.

Não existiam buracos escondidos, sequer preconceitos envolvidos,  apenas um homem e uma mulher, nada além. Ali, você me desejou, me possuiu e dominou. Ali, eu o vi por dentro, mesmo com o disfarce. Foi ali que nos encontramos. Nos entregamos e depois saimos para lá fora sonhar.

E eu continuei a perguntar: por que eu?

4 comments:

  1. Talvez uma imagem e não real! Na imagem a gente vira super heroi. Na realidade a vida volta ao real.
    Parabéns mais uma vez.

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  2. Dou graças aos Deuses por existir você. Por sua docilidade, por sua carícia cativante, pela coragem de expor pensamentos, fatos e desejos, por outros escondidos, disfarçados, renegados.
    Dou graças aos Deuses,que te iluminam e te orientam para que ponhas nos textos que escreves toda a doçura, toda a sexualidade clássica, bela, contagiante, expontânea. Teus textos não são para serem lidos. Eles os são para serem analizados, compreendidos, estudados. Eles afloram com a maestria dos sábios, os mais belos sentimentos humanos, neles, o que poderia ser grotesco, amoral e até mesmo inadequado, ganham contôrnos maravilhosos em uma narrativa bela, sublime e apaixonante.
    Por que eu? Porque poucos narrariam com tanta sabedoria este fato, não importando se real ou abstrato. Se real ótimo, viveste um grande momento, que só as pessoas apaixonadas são capazes. Se um sonho, parabéns! Poucos podem se dar ao luxo de terem sonhos tão lindos e reais.

    Um cheiro carinhoso.....

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  3. Muitas vezes, nos perguntamos por que o amor aconteceu justamente em nós, nesse momento, dessa forma...

    Mas tudo é tão lindo e nítido quando percebemos que tinha que ser assim... exatamente assim!

    Maravilhoso, Heleny!

    Beijos!!

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  4. Querida Heleny,

    essa foi de tirar o fôlego de qualquer um...

    Pelo amor de Deus!! Eu já estava me sentindo nas mãos desse homem avassalador!!!!

    Amei!! Beijos!!

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