Sunday, June 6, 2010

Paixão



Paixão. Gosto da palavra, ela é forte, curta o suficiente para caber em qualquer lugar. Acima de tudo,  nem muito exótica em sua grafia nem simples demais a ponto de ser comum. Aplica-se a várias coisas. Relações humanas, objetos, esporte, alimentos, bebidas e sei lá mais onde e pelo que podemos nos apaixonar. Eu, por exemplo, sou apaixonada por chocolate, champagne francês, viajar, hotéis cinco estrelas, livros, muitos livros, festas, música e meu filho. E não é só: amo mergulhar, velejar, esquiar, pilotar carros velozes e trilhas difíceis no meio do mato. São paixões profundas e definitivas.

Existem paixões instantâneas. Daquelas que ocorrem em um microsegundo e pronto. Assim foi que me apaixonei por educação. Apenas um contato e lá estava completamente caída pelo tema. Estudar, pesquisar, fazer cursos e acima de tudo pensar muito sobre o assunto. Foi assim que essa paixão se manifestou.

Trabalhei com ela. Palestras aulas, cursos. Dediquei-me a integrar tecnologia nas escolas. Não como algo a mais, mas como A ferramenta. Essa paixão me frustrou. Nosso país e educadores não estão preparados. E descobri que paixão frustra. E como. Não perdi a paixão apenas o “tesão”. Ainda luto, mas não da mesma forma. Creio que ela deverá aflorar novamente. Tenho sentido auqele “comichão” de tempos e tempos e mais cedo ou tarde vou ceder a ele.

Existem também as paixões lentas. Que vão nos tomando devagar. Sinto uma por alguém especial de uma maneira bem comum. Pessoa cheia de vida, problemas e soluções. Ativo e apaixonado. Só que sua paixão é o trabalho. E novamente sei que posso me decepcionar. Essa lenta paixão esta consumindo parte de minhas energias e ao mesmo tempo alimentando-me de novas. Estou fascinada com esse novo sentimento, ele parece maduro demais, diferente demais.

Sem problemas. Paixão se vive assim: sem perguntas, cobranças ou medos. Apenas aproveita-se o que tem, quando não se pode ter, sofre-se sem entretanto perder a esperança. Se a esperança acaba. Acabou

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